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Criado na Tijuca (Zona Norte do Rio), ao pé do Morro do Salgueiro, Pedro Luis Teixeira de Oliveira acostumou-se desde cedo à batucada. Quando começou a despontar, em meados dos anos de 1990, foi saudado como um dos inovadores do cenário da música popular, misturando rap, samba, hip hop, maracatu e funk. O trabalho de Pedro Luís, entretanto, vinha de longa estrada. No princípio dos anos 80, em meio à ebulição do BRock, foi sócio-fundador do Circo Voador, iniciando uma carreira trilhada no underground carioca. Pedro esteve ligado a vários movimentos culturais, com as bandas Paris 400 (que acompanhou o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone em "A Farra da Terra"), Boato e Urge, esta última de formação punk. Começou a chamar a atenção durante o trabalho com Arícia Mess, como violonista e diretor musical de seus shows. Nessa época, em meados dos anos 90, foi apresentado ao grande público ao ter uma música gravada por Fernanda Abreu ("Tudo Vale a Pena"). Posteriormente, foi parar nos discos de O Rappa ("Miséria S/A"), Ed Motta ("Birinaite"), Cidade Negra ("Cidade em Movimento") e Adriana Calcanhotto ("Mão e Luva"). E ainda cativou o veterano Ney Matogrosso com "Fazê o quê?" e "Miséria no Japão", incluídas em "Olhos de Farol". Decidido a apostar na carreira solo, uniu-se a Mário Moura (baixo), Sidon Silva, C.A. Ferrari e Celso Alvin, responsáveis pela salada percussiva de Pedro Luís e a Parede, grupo que estreou em 1996. Pouco tempo depois foi contratado por uma gravadora, a Dubas/Warner. "Astronauta Tupy" (1997) nasceu contemporâneo e crítico, explorando as diversas sonoridades brasileiras, com uma batucada pop. Ney Matogrosso colocou sua voz em Caramujo Jah. Em outubro de 1998, Pedro Luís e a Parede participaram da turnê do cantor japonês Miyazawa Kazufumi — que gravou Afrosick, com músicas e participação de brasileiros — em Tóquio e Osaka, e foram vistos por cerca de 10 mil japoneses. "Astronauta Tupy" teve boa acolhida no Japão e a música "Pena de Vida" chegou a ficar entre as 50 mais tocadas nas rádios daquele país durante algumas semanas. "Astronauta" contabilizou 25 mil cópias vendidas, sendo 10 mil consumidas pelos japoneses. Sem espaço nas rádios brasileiras, a maior aliada da banda tem sido a divulgação boca-a-boca. No réveillon 1998-99, animaram a festa na praia de Copacabana, com Sandra de Sá. No fim de 1999, participaram do Free Jazz. Quase dois anos depois de "Astronauta", saiu "É Tudo 1 Real", produzido por Liminha e lançado simultaneamente no Japão. Mais pop do que o primeiro, com letras inspiradas na linguagem de rua e músicas impregnadas pelo rap, funk, charm e tudo mais que possa caber em seu caldeirão sonoro. O disco conta ainda com as participações de Paralamas do Sucesso, Carlos Malta e Marcos Suzano.
Maria Rita começou a cantar profissionalmente aos 24 anos. Agora, com 31, não acha que foi tarde. "Você se achar no mundo é uma tarefa muito difícil", diz a jovem que se formou em comunicação social e estudos latino-americanos nos EUA. Filha de Elis Regina e Cesar Camargo Mariano, de tanto dizerem que ela precisava cantar, Maria Rita resistiu durante algum tempo. "Encaro a vida como um grande processo feito de vários pequenos processos no caminho. Sempre quis cantar. Mas a questão não era querer. Era por quê. Não gosto de fazer nada sem ter um porquê. Fica mais fácil quando você tem um objetivo, uma meta. O motivo passou a existir quando percebi que ficaria louca se não cantasse", afirma. Após escolher a hora certa, ela não pode queixar-se dos resultados que alcançou. Aliás, ninguém pode reclamar dos resultados alcançados por Maria Rita. Antes mesmo de lançar um CD foi a vencedora do Prêmio APCA de 2002 como Revelação do ano. Seu primeiro disco, "Maria Rita", lançado em setembro de 2003, vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo. O primeiro DVD, que traz o mesmo título e foi para as lojas na primeira semana de novembro daquele ano, chegou à marca de 180 mil cópias. Ambos foram lançados em mais de 30 países, incluindo Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Dinamarca, Equador, Finlândia, França, Inglaterra, Itália, Japão, Coréia, República Tcheca, México, Holanda, Noruega, Portugal, Suécia, Suíça, Taiwan e Venezuela. Os números referentes à jovem cantora são sempre impressionantes. Maria Rita alcançou, no Brasil (um mercado tido como em crise, ameaçado pela pirataria), Disco de Platina Triplo e DVD de Diamante; em Portugal, CD de Platina. Também, pudera... Foram 160 shows completamente lotados ao longo de 18 meses.
assista ao video | acompanhe a letra Esta é a História De uma Banda Que Como Chico Science: "Chegou Para Inventar" Essa é a música do Mês em Novembro De 2008
Uma das grandes revelações da música nacional em 2001, o Cordel do Fogo Encantado surpreendeu o público e a crítica com uma rara equação sonora para os carimbados padrões fonográficos. Apoiado no violão de Clayton Barros - o único instrumento melódico - e nas percussões afro-indígenas de Nego Henrique, Emerson e Rafa Almeida (que costura o toré indígena herdado da tribo Xucuru, com o samba de coco, o reisado do povoado de Caraíbas e o candomblé), o vocalista e compositor Lirinha, influenciado pelos cantadores de viola e pelos cordelistas, hasteia, ora cantando, ora recitando, a poesia sertaneja pernambucana. Arcoverde, sertão de Pernambuco. Com o espetáculo Brasil caboclo, centrado em poesias e com a participação de mestres do coco da cidade, José Paes da Lira Filho, o Lirinha, e Alberone conheceram o violonista Clayton, que havia integrado a peça infantil A estranha doença do macaquinho logo depois de ter voltado de Recife, onde ficou por quatro anos cantando em bares. Também natural de Arcoverde, Clayton morou por dois anos em São Paulo, onde cursou o ginasial e trabalhou como empacotador de supermercado e balconista de padaria. Do trio surgiram dois braços em 1997: o espetáculo de teatro Cordel do Fogo Encantado, construído em cima de músicas e poesias, e a banda Mofobia Torrero, capitaneada por Alberone e Clayton. Tempos depois, o percussionista paulistano e descendente da tribo Xucuru Emerson Calado, que havia mudado para Arcoverde com quatro anos de idade, reforçou o elenco do espetáculo, acrescentando doses indígenas ao som do grupo, como o toré. Apesar do espetáculo Cordel do Fogo Encantado transitar pelo interior pernambucano, foi em Arcoverde que o produtor do Mundo Livre S.A., Antonio Gutierrez, o Gutti, conheceu o grupo e logo assumiu a produção.
Josée Koning é a cantora mais brasileira da Holanda. Após seu estudo no conservatório de Amsterdam, aprofundou-se na música e cultura brasileira, principalmente durante as viagens de estudo ao Rio de Janeiro. Além de musicista, leciona música brasileira nos conservatórios de Amsterdam e Rotterdam. Muitos conhecem Josee do grupo Batida, o grupo fusion que faz enorme sucesso com seu suíngue desde 1980. De 1980 a 1992 com Batida gravou três álbuns, viajou pela Holanda e pelo exterior. A partir de 1995 passa a ser também conhecida pelos seus diversos turnês e cinco álbuns solos.
Tribute to Antonio Carlos Jobim Em 1993 Josee realiza no Rio de Janeiro um desejo longamente cultivado, conhecer Tom Jobim, “pai da bossa nova” numa entrevista para a televisão holandesa.
Mombaça was born in a family of musicians of Rio de Janeiro, at the “carioca” quarter of Paciência, word that means patience in English and has become the title of one of his public’s most cherished songs. “My turf is romantic Mpb pop with samba blended to afro-brazilian rhythms”. Thus, with simplicity, Mombaça defines his musical style. Simplicity, however, that hides a harmonized and complex net of influences, styles and directions.
Em 1999, quando Maria Bethânia batizou seu disco A Força que Nunca Seca com o nome de uma parceria do cantor Chico César com Vanessa da Mata, o meio musical se perguntou quem era a autora daqueles versos tão fortes e poéticos. Logo o Brasil ficou sabendo que, como o sobrenome 'da Mata' sugeria, Vanessa vinha mesmo do meio rural. Nascida em 1975 na interiorana cidade de Alto das Garças (MG), situada a 400 km da capital de Mato Grosso, a cantora chegou a pensar em ser jogadora de basquete e modelo. Aliás, a beleza e o porte esguios lhe valeram breve contrato com a agência Elite por conta de uma participação no concurso The Look of the Year. Mas a música acabaria ditando o rumo de Vanessa. Em 1990, com 15 anos, já morando em Uberlândia (MG) para tentar vaga numa faculdade de medicina, Vanessa começou sua carreira artística cantando num bar da cidade mineira. Em 1992, decidiu se mudar para São Paulo (SP), onde acabou integrando a banda de reggae Shalla-Bal – atividade que a credenciou a ocupar o posto de backing-vocal da banda Black Uhuru, com a qual excursionou pelo Brasil. A então iniciante cantora começou a pensar na possibilidade de ser compositora quando integrou a banda Mafuá, do compositor Tião Carvalho. Era um grupo mais voltado para ritmos regionais. Vanessa começou a fazer e a burilar suas músicas solitariamente. Até que um ouvinte especial se encantou por ela. Era Chico César, que viria a ser seu parceiro na toada "A Força Que Nunca Seca" e que apresentou a jovem artista ao violonista Swami Jr, outro fã de primeira hora.
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Fundado em 25 de abril de 1979 durante o período carnavalesco como opção de lazer aos moradores do Maciel-Pelourinho, O Bloco "O Olodum" garantiu assim, o direito a todos daquela região de brincarem o carnaval em um bloco e de forma organizada.. O Bloco Afro Olodum é uma Organização não Governamental (ONG) do movimento negro brasileiro. Tendo como foco o combate ao racismo o bloco trabalha valorizando à auto-estima e o orgulho dos afro-brasileiros. O grupo é um ativo participante do Carnaval Bahiano. Já gravou e produziu ao longo dos tempos diversos discos, que teve colaborações de estrelas como Simone, Daniela Mercury, Michael Jackson, Paul Simon e Spyke Lee.